1ª Reunião Carta Magna da Umbanda

Sábado 16 de junho de 2018

Tenda de Umbanda Cacique Chefe da Mata

1ª Reunião Carta Magna da Umbanda

Professor Felix de Jaraguá do Sul: Objetivos da Reunião

Félix: Diversidade da Umbanda, utilização de termos técnicos para criar respeito com a religião.

O homem cria crença, mas como ele vai criar crença provando que tem que ficar comigo. O católico quando casa, leva o filho pro batizado na igreja. Há crença pra receber agua e óleo, ser preparado pra receber o alimento. Nós temos duas crenças pra solidificar a pessoa.

O principal objetivo é levar o papel da umbanda. Saber que a carta magna precisa ser documento onde o congresso nos vê como religião, eles nos vê como religião. Postei um material enquanto pessoas tiravam sarros dos alunos. Fiz um trabalho com alunos. Temos que saber que quando você não educa seu filho não vai saber de nada. A umbanda não nos preparou pra trabalhar com idosos, crianças. São poucas casas que possuem acessibilidade. Pessoas com deficiência não podem incorporar. Tenho que entender o papel da carta magna que é levar as diversidades onde nos mesmo colocamos empecilho.

Nosso objetivo é ver qual vai ser o nosso papel pra importância da carta. É importante saber que sou individuo sou um ser. A criança se encanta quando começa a falar de religião pra ela. Todos falam de negritude mas quando é pra falar de religião colocam pano na manga.

Esse é nosso objetivo.

O papel de cada um de nós é sentarmos. Temos um fórum agendando pra julho. Com fórum itinerante. Não estamos como FUCA nem como SOI. Não temos partido, nem federação. Somos carta magna. Temos que tratar sim quando fala do político. Quero difundir melhor essa carta magna.

A equipe multidisciplinar deve acompanhar os fóruns. Não há necessidade de acompanhar todos os fóruns. Pensei na Grande Florianópolis ir preparado pra esse fórum. Em Mafra o ideal é levar pessoas diferentes. Ideal pra Chapeco e assim regionalizamos.

Para o dia 15 de novembro, nacional da Umbanda. É lei. Em Blumenau conseguimos dia municipal da umbanda. Temos que brigar por isso. A laicidade é uma mentira imensa. Um projeto único da equipe e encaminhar para todos as prefeituras do Sul e Câmaras de Vereadores pra retificação dessa lei.

A carta magna tem que dar uma proteção na minha casa. A gente ve que as pessoas comentem atrocidades em nome da religião.

Marne: Os sacerdotes precisam obedecer a lei federal. Entrou em vigor em 2016 uma lei do silencio. Determinando três horários e foram fechar uma igreja. A vizinhança deu parte. Falaram porque não vão no terreiro de macumba. O delegado diz que era preciso denunciar.

Felix: Essa situação precisa partir de nos.  Não é preciso mudar tudo na sua casa. Mas algumas situações será preciso se adequar. A nossa religião é muito ligada nas matrizes africanas. Estar dentro de locais com decisões importantes para a sociedade.

Pai Elias:  Temos que puxar esses assuntos. Mas se as igrejas tem as leis que defendem eles, a umbanda não tem! Um exemplo de religiões. E a nossa religião que é brasileira não tem. Vamos criar um documento é essa mesa e outras pensando no que tem como leis. Precisamos seguir as leis divinas com nossos procedimentos.

Camargo:  Nós somos a religião. Não temos representante. Quando olhei a carta na página 30 me chamou muito atenção quando tem a parte política. Se vocês procurarem a na própria religião eles pedem por representação.

Marne: Nos meus 78 anos. Nós temos médium e sacerdotes não podem se aposentar como sacerdote de umbanda.

Felix: Falta conhecimento. Os próprios médiuns não sabem a história da Umbanda. Muitas vezes as crianças não conhecem a umbanda como oficial do Brasil. Temos uma religião oficial. A tradição é o cristianismo. Nossa religião precisa de pessoas técnicas em determinados postos.

O papel é da carta magna. Precisamos nos inserir nesse papel. Me sinto confortável pra conversar sobre os direitos.  Meu papel enquanto profissional é fazer a provocação. Temos que fazer o documento comum. O congresso tem documentos sobre religiões. E umbandista não tem. Nós precisamos fazer da Umbanda.

Papel da Carta Magna:  Nos organizarmos internamente. Solidificar as leis existentes. Seguir o papel da carta. Olhar com carinho as leis que existem e não cumprimos. Tanto as religiosas como federais, municipais e estaduais. Ex: A criança servindo Exú com cachaça ou acendendo cigarro. Não pode! O não conhecimento da carta magna da umbanda por parte dos seus sacerdotes e não conhecimento das leis.

Equipe Multidisciplinar que possa criar um grupo específico da região sul para trocar de ideias em tópicos pra depois tratar da carta magna. Pode ser de quatro ou cinco pessoas, mas que sejam pessoas coerentes. Precisamos nos atualizar em algumas leis.

Algumas casas perderam algumas causas judicialmente, porque os advogados não tem o conhecimento das leis religiosas, principalmente matriz africana.

Foi acordado, para que seja composto a equipe por pedagogos, área de segurança pública, advogado e áreas biológicas.

Propostas para ambientes para crianças, jovens e adultos, mas que tenha focos para atrair crianças e jovens com projetos estimulantes, porque as giras não atraem eles, mas que os projetos tenham conexão com a religião.

Adicionar propostas para que as casa possam estar respaldadas por lei para os trabalhos, portanto trazendo para um exemplo, em giras que possuam fumo e bebida alcoólica, seja criado algum espaço para que as crianças e jovens não tenham esse acesso, porque perante a lei, não é permitido.

A equipe multidisciplinar servirá para analisar as situações que pode ocorrer preconceitos, e organizar formas para a prevenção seja respaldada por lei e as punições sejam aplicadas conforme a legislação.

Tayse: O que a carta magna pode contribuir para que as casas comecem a se legalizar?

Félix: A nossa religião não tem nenhuma lei que respalde os dogmas internos das casas. A carta magna terá de ser apresentada ao congresso nacional para ser aprovada. E como lei, irá fortalecer ao estatuto da carta magna.

Casas legalizadas tem respaldo judicial, porém muitas não se legalizam, por diversos motivos. Quando houve o bloqueio da festa de Iemanjá de Balneário Camboriú, quando houve o respaldo de casas legalizadas, foi possível a conversa com o prefeito.

A função da carta magna é ter respaldo por lei para o que podemos e o que não podemos fazer. Por exemplo, podemos agendar para trabalhar dentro de um cemitério, mas o que não pode é deixar lixo dos trabalhos, porque lá não tem apenas uma religião, tem várias, e precisam ser respeitadas.

Solicitado que a equipe faça o estudo do Estatuto da promoção da igualdade racial.

A TUCCM não abriu a casa para nenhuma das federações. Foi aberto para a carta magna de umbanda, foi convocado diversas federações, porém não é o objetivo. O papel dessa reunião não é dogmático, mas criar ações para que os dogmas sejam fortalecidos.

Equipe multidisciplinar: Mery, Herbele, Thayse, Brunela, Lucas, Andressa, Ana Rita, Ana Cecília, Elias Ferreira, Dilce Ferreira, Carlos Camargo, Fernando, Mileide, João Neto, Vó Luiza.

A próxima reunião da equipe será na casa da vó Luiza dia 21 de Julho.

No dia 15/11, fórum e gira de caboclo e preto velho.

Fórum das 10h às 14h.  Incluso almoço.

15h – Gira de pretos velhos e caboclos + Casamento do Pai Sady e Mãe Mery.

 

 

 

Ata Reunião Carta Magna da Umbanda na Região Sul do Brasil

TUCCM recebe a primeira reunião da Carta Magna Região Sul
Pais e Mães de Santo da região Sul debateram no sábado (16), na Tenda de Umbanda Cacique Chefe da Mata, em Tijucas, a importância da Carta Magna da Umbanda à nível nacional.

A primeira reunião da Carta Magna da Umbanda Região Sul foi realizada no sábado (16), na Tenda de Umbanda Cacique Chefe da Mata, em Tijucas. No encontro, que reuniu Pais e Mães de Santo, médiuns e simpatizantes da religião, foram discutidas inúmeras pautas, uma delas a respeito da importância do documento.

Participantes de Mafra, Jaraguá do Sul, Joinville, Florianópolis, Balneário Camboriú, Camboriú e muitas outras cidades debateram ainda sobre ética, equipe multidisciplinar da Carta, próximos fóruns e Dia Nacional da Umbanda – Comemorado em 15 de Novembro. A equipe será composta ainda por pedagogos, advogados, profissionais da segurança pública, entre outros. A mesma equipe deverá estudar o Estatuto da Promoção da Igualdade Racial.

Segundo o Coordenador da Carta Magna da Região Sul, Professor Félix, falta conhecimento até mesmo de alguns médiuns, que inclusive não sabem a história da Umbanda. “Muitas vezes as crianças não conhecem a umbanda como religião oficial do Brasil. E nós temos uma religião oficial. Aqui no país a tradição é o cristianismo”, salienta. Ele também reforça que é preciso inserir os umbandistas no papel da carta magna. “Me sinto confortável pra conversar sobre os direitos. Meu papel enquanto profissional é fazer a provocação. Temos que fazer o documento comum.

O congresso tem documentos sobre religiões e umbandista não tem. Nós precisamos fazer da Umbanda”, comenta.

Na avaliação de Pai Sady, dirigente da TUCCM, seu terreiro não abriu a casa para nenhuma das federações, e sim para a Carta Magna. “Foi convocado diversas federações, porém não é o objetivo. O papel dessa reunião não é dogmático, mas criar ações para que os dogmas sejam fortalecidos”, reforça. A próxima reunião deve ocorrer no Terreiro da Vó Luiza, em Camboriú, o mês de Julho. Além disso, ficou acordado um grande evento no dia 15 de novembro na TUCCM, com gira de Caboclo e Preto Velho.

Venha fazer parte! Cadastre seu terreiro

Pai Ortiz Belo .
Coordenador Geral da Carta Magna.

Ata da Reunião das Instituições Responsáveis Pela Carta Magna da Umbanda

Aos vinte e dois dias do mês de Fevereiro do ano de dois mil e dezoito, às 19 horas, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo/SP, com o intuito de deliberação a assuntos pertinentes a melhoria do documento CARTA MAGNA DA UMBANDA, realizando a abertura o Senhor Pai Ortiz Belo Souza, dando as boas vindas aos presentes, agradecendo a presença de três Decanos da Umbanda. Pai Ortiz chama para compor a mesa,Pai Sivaldo, Pai Jamil Rachid, um dos decanos da nossa comunidade, tendo a historia dele fundida com a história da Umbanda; chama Pai Juberli Varela, decano também de nossa religião, expoente na Umbanda, desde 2013 é um grande incentivador do trabalho da CARTA MAGNA DA UMBANDA. Chama também Pai Milton Aguirre, outra referência no trabalho da CARTA MAGNA DA UMBANDA; chama também Padrinho Juruá.

Desde o início, estamos com irmãos que estão em vários estados do Brasil, aqui representando sua federação, Pai Aécio, chamado também para compor a mesa, pessoa de grande valor da nossa comunidade.  Pai Ortiz chama também Pai Tadeu de Oxóssi, da Casa do Flecheiro.

Cantamos o Hino Nacional Brasileiro e o Hino da Umbanda.

Agradecendo a força do Criador, a força dos Orixás, pedindo a benção dos mais velhos e mais novos, Pai Ortiz abre os trabalhos.

Iniciamos o projeto da CARTA MAGNA DA UMBANDA em 2013, em várias casas, com debates, até chegarmos o momento de lançarmos em livro. Essa trajetória teve a participação de muitos irmãos, os que estão aqui e os que se perderam no caminho. Documento esse que foi registrado, doado para a Umbanda. Nesse percurso, ele aconteceu com a participação de muitos. Agradeço Pai Sady, Mãe Márcia Okano que ajudaram na impressão desse documento.

A partir do lançamento desse, houveram muitos que proporcionaram a distribuição do livro, agradeço Pai Tadeu de Oxóssi, da Casa do Flecheiro e Cláudia Vulcano.

Faz um breve relato de situações já acontecidas, intolerância por exemplo, queocorre por falta de conhecimento. Pessoas sem conhecimento interpretaram a religião de forma errônea.

A CARTA MARGA DA UMBANDA vem para esclarecer quem somos, que praticamos o bem, que cremos em Deus. Irmãos que sofrem com a intolerância dentro de casa, mostra a Carta Magna para mostrar quem somos. Trabalho essencial para a comunidade, chamamos e vamos convocar as federações para implantar o documento. A OAB apontou o documento como defensor dos direitos humanos, alguns irmãos candomblecistas questionam o documento, mas quando defendemos a Umbanda, defendemos o candomblé também, e vice e versa.

Pai Ortiz pontua ainda que é preciso mudar a cultura de desconstruir o trabalho alheio. Esse trabalho defende o religioso, defende nosso trabalho e todo aquele que tem seu comercio de artigos religiosos está protegido.

Para Pai Ortiz,é muito importante a seriedade do trabalho, que depende de cada uma de nós.

Pai Ortiz fala então, do projeto INSTITUTO CARTA MAGNA DA UMBANDA, passando a palavra para Pai Sivaldo, o qual cumprimenta a todos e se diz orgulhoso por estar presente ao lado de tantos religiosos, pois a nossa religião não é para todos.

Pai Sivaldo se apresenta, é da cidade de Avanhandava/SP e diz que, quando conheceu a Carta Magna, não entendeu o porquê de tantos ataques entre os irmãos, diz ainda que alguns não respeitam os mais velhos, esquecendo-se de sua raiz. Diz que o trabalho em Avanhandava, com o documento da Carta Magna, os religiosos ficaram maravilhados. Diz ainda que precisamos de pessoas para somar. Parabeniza Pai Ortiz pela iniciativa do trabalho da Carta Magna de Umbanda. Pai Sivaldo explica que a associação Juntos somos mais fortes, surgiu de três pais e mães de santo de todas as nações, totalizando hoje 250 sacerdotes e todos se envolvem. Diz que é advogado, está na religião desde os sete anos de idade. Diz-nos ainda que essa associação, Juntos Somos Mais Fortes, optaram por fundar o INSTITUTO CARTA MAGNA DA UMBANDA, que deverá se tornar pessoa jurídica, a fim de podermos pedir a impressão do livro aos órgãos competentes.

Pai Sivaldo diz ainda da necessidade da divulgação do documento, afirmando que essa batalha não é apenas do Pai Ortiz, que é de cada um dos religiosos, diz que é preciso falarmos a mesma língua, nos respeitarmos. Devemos deixar para nossa posteridade a palavra UNIÃO! Agradece por estar em São Paulo e agradece o Pai Ortiz.

Pai Ortiz fala da necessidade das assinaturas para poder mexer no documento. Dá as boas vindas ao Pai Valdir, do Primado de Umbanda, Mãe Rita e Ogan Jorge de Campinas. Passa a palavra ao Padrinho Juruá.

Padrinho Juruá diz estar presente desde o início do documento CARTA MAGNA DA UMBANDA, e afirma que o trabalho é sério, pontua que sempre tem os do contra. Quanto ao trabalho de Zélio de Morais, muito próximo a ele, Padrinho Juruá cita onde há registros das vertentes da Umbanda, pois Caboclo das 7 Encruzilhadas disse que a mesa estava aberta a todos. Diz ainda que as modalidades da Umbanda são diversas, não podendo colocar generalizações. Diz ainda que há necessidade de colocar no documento a essência primeira. Ele enfatiza a necessidade de colocar o princípio, de conhecer a Tenda. Diz ainda que não há melhor ou pior que ninguém, briga não, devemos mostrar o exemplo dentro de nossa casa e finaliza, – contem comigo, que Deus abençoe a todos!

Pai Ortiz diz que Padrinho Juruá é o revisor do documento, diz da importância do cadastramento no site da Carta Magna de Umbanda, e que Padrinho Juruá, Mãe Rita e Pai Marcelo Gutierrez irão iniciar a breve historia da Umbanda, a fim de contemplar as várias vertentes. Diz ainda que o trabalho será aberto e que todo templo cadastrado será envolvido no trabalho.

Pai Ortiz passa a palavra ao Pai Aécio, de Cuiabá, que por sua vez saúda os boiadeiros e à Oxóssi. Cumprimenta aos ícones e a todos os demais. Explana sobre Cuiabá e sua ligação a São Paulo; fala que desde que se tornou umbandista, quis conhecer como era a Umbanda em outros estados. Diz que Cuiabá é envolvida por quilombos e há a mescla africana com seus vodunsis. Primeira casa fundada tradicionalista. Ainda diz da necessidade de um dirigente ter de 10 a 12 anos de vivência numa casa e salienta a necessidade de se deixar legado. Diz-nos que em 2011, ele veio através da federação, em um trabalho de pesquisa, queria saber que Umbanda é essa que gira caboclo, que vai ao mar, etc. Foi para São Paulo, Rio de Janeiro e nordeste e conclui que estávamos precisando de uma identidade e ele registra que no estado dele, a Umbanda é mesclada com a Umbanda Omolocô;Cuiabá, Tangará da Serra, Rondonópolis traz tambor de mina, candomblé, traz nuances culturais e na visão dele, da necessidade da Carta Magna da Umbanda pontuar essa diversidade. Agradece.

Pai Ortiz passa a palavra ao Pai Tadeu de Oxóssi, da Casa do Flecheiro, que diz estar representando nossos juristas, Dr. Hédio, Dr.Basílio e Dr. Jáder, cumprimenta a todos.

Diz ainda que além de representar os juristas acima citados, representa a tantos outros que estavam juntos, que não são da religião, mas sustentaram o trabalho. Pontua que para uma obra literária virar documento, precisa de depoimentos para registro. Diz ainda da importância de TODOS aqueles que apoiaram o documento. Pontua ainda que a Carta Magna da Umbanda foi idealizada, foi com o objetivo de ser instrumento para a humanidade. Diz que há um ano, Pai Ortiz colocou o documento à disposição da Umbanda. Ele questiona o apoio dos religiosos acredita da necessidade de um engajamento de todos. Em relação à parte jurídica, ele repete o que foi dito anteriormente, está nascendo uma grande ferramenta para os juristas defenderem os Umbandistas. Pai Tadeu agradece a ajuda e o apoio dos juristas por nos acompanhar e pede aos presentes que se conscientizem da importância do documento.

Pai Tadeu apresenta aos presentes o documento Carta Magna da Umbanda registrado no nome de Pai Ortiz Belo de Souza no 8°cartório. Pontua que a Casa do Flecheiro fez por dever em levar o documento a lugares inexistente de umbandistas. Diz que é importante colocarmos no documento quantas Umbandas existem, para mostrar diversidade de fundamentos.

Pai Ortiz agradece e passa a palavra ao Pai Jamil Rachid.

Pai Jamil diz “que linda nossa família”. Diz ainda que tem 85 anos de vida, 70 de trabalho. Nesse momento ele nos lê a oficialização do primeiro ritual da Umbanda, diz que a umbanda não é parada. Relata que em 1950 houve uma tentativa de mostrar as delegacias os rituais de Umbanda.  – Umbanda, religião brasileira! Ele pontua que não dá para fazer um ritual para a Umbanda, pois há várias ramificações. Sugere aos diretores que leiam uma parte da Carta Magna. Pontua ainda que a Umbanda é caridade pura. Nos antigos palavreados, Umbanda é a arte de curar. Pai Jamil Rachid agradece.

Pai Ortiz agradece ao Pai Jamil Rachid e passa a palavra ao Pai Juberli Varela, que diz ser muito bom falar da Umbanda, e ressalta ainda que o SOI está para apoiar, diz que a bíblia foi divulgada há muitos anos, e ainda há pessoas que questionam. Ele nos diz que o documento esta sendo divulgado em Uberaba, Caxias do Sul e é classificada como uma bíblia para nós. Diz-nos ainda que ele, como sacerdote, tem a capacidade de doutrinar, e não de julgar.

Diz também ver necessidade de falar de Umbanda, das Leis da Umbanda; de dar idéias ao documento, levar à sociedade. Diz que os umbandistas se escondem.

Pai Ortiz agradece, e chama a Mãe Rita par compor a mesa, a qual se coloca à disposição para os trabalhos.

Pai Ortiz passa a palavra ao Pai Milton Aguirre, que nos fala da não necessidade de questionar a quantidade de pessoas.  Pontua e existência do culto afro, pois na época não se nomeava Ilê, era Tenda Caboclo Pedra Preta, etc.

Relata que entrou para a polícia de São Paulo, conhecendo através de amizade sobre Umbanda. Diz que a Carta Magna da Umbanda é nossa bíblia.

Pai Ortiz agradece e passa a palavra à Mãe Rita, que agradece o convite para a construção da Carta Magna de Umbanda, diz também estar envolvida em alguns setores políticos e que leva o livro por onde passa. Diz-nos da profunda admiração ao Pai Jamil Rachid e Pai Milton Aguirre . Relembra que há nove anos, Cosme Félix a chamou para o Concilio da Umbanda, onde houve duas reuniões e, quando Pai Varela assumiu a SOUESP, esse documento foi levado, mas diz que talvez a espiritualidade não os achasse prontos para tal, dai surge Pai Ortiz com a Carta Magna da Umbanda. Pontua que alguém tem que fazer, não importa quem, e aos outros cabe apoiar. Termina agradecendo e se colocando à disposição de todos.

Com a palavra, Pai Ortiz pontua a necessidade das federações, dos dirigentes e religiosos em levarem a Carta Magna De Umbanda.

Nesta data, Pai Ortiz abre o documento CARTA MAGNA DA UMBANDA para as devidas alterações e diz que estará enviando por e-mail as deliberações constantes nessa ata a todos os envolvidos.

Agradece a presença de todos e aos envolvidos e deseja que possamos seguir irmanados com fé o trabalho.

Às 21h33, Pai Ortiz dá por encerrado os trabalhos.

Como mais nada foi tratado, eu, Katia Mendes Moral Polsak, secretária, lavrei a presente ata que, depois de lida e considerada conforme, é assinada por quem de direito.

São Paulo, 22 de fevereiro de 2018.

Pai Ortiz Belo

Coordenador Geral da Carta Magna da Umbanda